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NOVELA ONLINE

UMA NOVA MANEIRA DE ACOMPANHAR NOVELA. KUERINE E O FANTÁSTICO MUNDO DE MARINA.

MATÉRIA REFERENTE A ÚLTIMA VISÃO QUE TIVE DE OVNIS.

SOMOS TODOS UM Para quem leu no meu face do dia 29/6/2014, referente ao contato que a Ester Gomes, de Brasília teve nesse dia e o nosso comentário explicando que ele poderia valer para nós também, pois como se diz: ” Todos somos um”... eis aqui o que ocorreu nessa madrugada (dia 30/6/2014)… Primeiro, vou resumir o que ela relatou: estava no seu quintal e viu uma luz forte, parecendo com uma estrela que fez várias evoluções e acabou por ficar em cima de sua cabeça, embora muito alta, sendo que a observação foi bastante longa… Ela já filmou em uma outra oportunidade. No nosso caso, me senti transportada para o seu quintal, quando subitamente surgiu uma imensa luz que abrangia tudo e me sugou, enquanto eu comecei a levitar dentro dela em direção à nave estacionada em cima do quintal dela… e aí não vi mais nada, mas senti dedos pressionando a parte inferior do meu pulmão direito e me causando dor e desconforto, ao mesmo tempo que estava confiando naquela força que atuava nas minhas costas… Hoje de manhã até olhei com um espelho para ver se havia alguma mancha, tal a pressão que fizeram nela. Crer ou não crer, eis a questão, agora… Como tive uma ameaça de pneumonia no mês de maio, estava meio preocupada com esse órgão, inclusive temendo fazer a vigília com o grupo Ufologia Jundiaí, no dia 21/6, na Serra do Japi, onde a temperatura nesse inverno é muito baixa e não sou vacinada contra gripe há anos, mesmo tendo a idade que tenho, rsrs. About Helenice Rodrigues Helenice Rodrigues, natural de Jundiaí, é publicitária , escritora, poetisa. Participou de muitas antologias em Jundiaí e de âmbito nacional. É autora do livro A Varinha Mágica, conto infanto-juvenil. É membro do Grêmio Cultural Prof. Pedro Fávaro. É verbete na Enciclopédia Cultural de Paula, de Jundiaí. Há quase trinta anos pesquisa e vivencia fenômenos ufológicos, culminando com um trabalho constante de divulgação jornalística nas cidades de Jundiaí, Porto Feliz e Itupeva, Estado de São Paulo. É autora do livro Estrela de Belém, com avaliação 5 estrelas, sobre Ufologia e assuntos correlatos. View all posts by Helenice Rodrigues »

CLIQUE EM + 1, VAMOS DIVULGAR A UFOLOGIA.

Google Censura o Céu!!! Nibiru???

MUITO INTERESSANTE.

ESTE OVNI EU SOU TESTEMUNHA POIS EU E MINHA FAMÍLIA VIMOS.

ESTE OVNI EU E MEUS VIZINHOS E FILHOS VIMOS E FILMAMOS UMA SEMANA DEPOIS DO ANTERIOR.

EU E MINHA FAMILIA VIMOS OVNIS NA ULTIMA SEMANA DE JULHO DE 2012.

NO DIA 15 DE JULHO DE 2012 EU, DUAS FILHAS, UM NETO E GENRO, ESTAVA INDO PARA BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - BRASIL, E MAIS OU MENOS UMAS MEIA NOITE VIMOS NA FRENTE DO CARRO DANÇANDO NO CÉU UM OVNIS, QUE NA PRIMEIRA VEZ QUE APARECEU QUASE BATEMOS COM O CARRO, MAS NÃO FOI TÃO GRAVE, MAS NA SEGUNDA VEZ QUASE MORREMOS, POIS NESTE EXATO MOMENTO MEU GENRO RESOLVEU FAZER UMA ULTRAPASSAGEM E NÃO SEI POR QUE CARGA D'ÁGUA, NÃO DEU TEMPO E QUASE BATEMOS DE FRENTE COM OUTRO CARRO NA BR 040 EM ALTA VELOCIDADE, GRAÇAS A DEUS QUE O OUTRO MOTORISTA NÃO TEVE O MESMO PENSAMENTO DE JOGAR O CARRO NO ACOSTAMENTO, PORQUE DO CONTRARIO NÃO ESTAVA AQUI PARA CONTAR ESTA HISTORIA. MINHA FILHA MAIS VELHA FICOU TÃO ASSUSTADA QUE DISSE QUE NÃO IA MAIS OLHAR PRO CÉU, POR TER ACONTECIDO A MESMA COISA QUANDO OS OVNIS APARECERAM. NO DIA 22DE JULHO FIZEMOS A VIAGEM DE VOLTA PRA BRASILIA, E MAIS OU MENOS NA IMEDIAÇÃO DE PARACATU QUANDO O SOL TINHA ACABADO DE ENTRAR, VIMOS DOIS OVNIS UM ATRAS DO OUTRO, ELES PARECIAM UMA LÂMPADA FLORECENTE DA QUELAS COMPRIDAS COM MAIS OU MENOS MEIO METRO DE COMPRIMENTO. ELES ANDAVAM EM UMA TREMENDA VELOCIDADE, TENTAMOS FOTOGRAFAR, EU AINDA NÃO SEI SE SAIU NA FOTO POIS AINDA NÃO REVELAMOS NEM POSTAMOS, MAS NÃO TENHO CERTEZA QUE CONSEGUIMOS, SÓ SEI QUE FOI INCRÍVEL, TODOS NOS VIMOS. EU GOSTARIA DE TER UMA LUNETA NAQUELA HORA, POIS COM MEUS 56 ANOS DE VIDA NUNCA VI ALGO IGUAL, E OLHA QUE EU JÁ VI VARIOS TIPOS DE LUZ NO CÉU. ESTES DOIS OVNI ANDAVAM EM SENTIDO HORIZONTAL, E OS DOIS NO MESMO ALINHAMENTO UM ATRAS DO OUTRO, INDO PRO OESTE. ESPERO QUE OUTRAS PESSOAS TENHAM VISTO TAMBEM. Ester Gomes.

POSIÇÃO DA LUA E A TERRA NESTE MOMENTO.

<- Comece Terra-Lua Fase de incorporação ->

Webcam mostra a Terra e astronautas AO VIVO desde 2009.

Em tempo real, a posição da Estação Espacial Internacional ISS.

OBRIGADA A VOCÊ QUE ESTÁ AI! E SEJA BEM VINDO!

Poesias e Musicas


CANCIONEIRO


NOTA PRELIMINAR
    1 - Em todo o momento de atividade mental acontece em nós um duplo fenômeno de percepção: ao mesmo tempo que tempos consciência dum estado de alma, temos diante de nós, impressionando-nos os sentidos que estão virados para o exterior, uma paisagem qualquer, entendendo por paisagem, para conveniência de frases, tudo o que forma o mundo exterior num determinado momento da nossa percepção.
    2 - Todo o estado de alma é uma passagem. Isto é, todo o estado de alma é não só representável por uma paisagem, mas verdadeiramente uma paisagem. Há em nós um espaço interior onde a matéria da nossa vida física se agita. Assim uma tristeza é um lago morto dentro de nós, uma alegria um dia de sol no nosso espírito. E - mesmo que se não queira admitir que todo o estado de alma é uma paisagem - pode ao menos admitir-se que todo o estado de alma se pode representar por uma paisagem. Se eu disser "Há sol nos meus pensamentos", ninguém compreenderá que os meus pensamentos são tristes.
    3 - Assim, tendo nós, ao mesmo tempo, consciência do exterior e do nosso espírito, e sendo o nosso espírito uma paisagem, tempos ao mesmo tempo consciência de duas paisagens. Ora, essas paisagens fundem-se, interpenetram-se, de modo que o nosso estado de alma, seja ele qual for, sofre um pouco da paisagem que estamos vendo - num dia de sol uma alma triste não pode estar tão triste como num dia de chuva - e, também, a paisagem exterior sofre do nosso estado de alma - é de todos os tempos dizer-se, sobretudo em verso, coisas como que "na ausência da amada o sol não brilha", e outras coisas assim. De maneira que a arte que queira representar bem a realidade terá de a dar através duma representação simultânea da paisagem interior e da paisagem exterior. Resulta que terá de tentar dar uma intersecção de duas paisagens. Tem de ser duas paisagens, mas pode ser - não se querendo admitir que um estado de alma é uma paisagem - que se queira simplesmente interseccionar um estado de alma (puro e simples sentimento) com a paisagem exterior. [...]
        ANÁLISE
        Tão abstrata é a idéia do teu ser Que me vem de te olhar, que, ao entreter Os meus olhos nos teus, perco-os de vista, E nada fica em meu olhar, e dista Teu corpo do meu ver tão longemente, E a idéia do teu ser fica tão rente Ao meu pensar olhar-te, e ao saber-me Sabendo que tu és, que, só por ter-me Consciente de ti, nem a mim sinto. E assim, neste ignorar-me a ver-te, minto A ilusão da sensação, e sonho, Não te vendo, nem vendo, nem sabendo Que te vejo, ou sequer que sou, risonho Do interior crepúsculo tristonho Em que sinto que sonho o que me sinto sendo.
                      Fernando Pessoa, 12-1911




          DOBRE
          Peguei no meu coração E pu-lo na minha mãoOlhei-o como quem olha Grãos de areia ou uma folha. Olhei-o pávido e absorto Como quem sabe estar morto; Com a alma só comovida Do sonho e pouco da vida.
          Fernando Pessoa, 1913
            INTERVALO
            Quem te disse ao ouvido esse segredo Que raras deusas têm escutado - Aquele amor cheio de crença e medo Que é verdadeiro só se é segredado?... Quem te disse tão cedo?Não fui eu, que te não ousei dizê-lo. Não foi um outro, porque não sabia. Mas quem roçou da testa teu cabelo E te disse ao ouvido o que sentia? Seria alguém, seria? Ou foi só que o sonhaste e eu te o sonhei? Foi só qualquer ciúme meu de ti Que o supôs dito, porque o não direi, Que o supôs feito, porque o só fingi Em sonhos que nem sei? Seja o que for, quem foi que levemente, A teu ouvido vagamente atento, Te falou desse amor em mim presente Mas que não passa do meu pensamento Que anseia e que não sente? Foi um desejo que, sem corpo ou boca, A teus ouvidos de eu sonhar-te disse A frase eterna, imerecida e louca - A que as deusas esperam da ledice Com que o Olimpo se apouca.
            Fernando Pessoa



              ABDICAÇÃO
              Toma-me, ó noite eterna, nos teus braços E chama-me teu filho... eu sou um rei que voluntariamente abandonei O meu trono de sonhos e cansaços.Minha espada, pesada a braços lassos, Em mão viris e calmas entreguei; E meu cetro e coroa - eu os deixei Na antecâmara, feitos em pedaços Minha cota de malha, tão inútil, Minhas esporas de um tinir tão fútil, Deixei-as pela fria escadaria. Despi a realeza, corpo e alma, E regressei à noite antiga e calma Como a paisagem ao morrer do dia.
              Fernando Pessoa, 1913
              Dorme enquanto eu velo... Deixa-me sonhar... Nada em mim é risonho. Quero-te para sonho, Não para te amar. A tua carne calma É fria em meu querer. Os meus desejos são cansaços. Nem quero ter nos braços Meu sonho do teu ser. Dorme, dorme. dorme, Vaga em teu sorrir... Sonho-te tão atento Que o sonho é encantamento E eu sonho sem sentir.



              Fernando Pessoa, 1913
              Põe-me as mãos nos ombros... Beija-me na fronte... Minha vida é escombros, A minha alma insonte. Eu não sei por quê, Meu desde onde venho, Sou o ser que vê, E vê tudo estranho. Põe a tua mão Sobre o meu cabelo... Tudo é ilusão. Sonhar é sabê-lo.
              Fernando Pessoa
              Ao longe, ao luar, No rio uma vela Serena a passar, Que é que me revela? Não sei, mas meu ser Tornou-se-me estranho, E eu sonho sem ver Os sonhos que tenho. Que angústia me enlaça? Que amor não se explica? É a vela que passa Na noite que fica.
              Fernando Pessoa, 5-08-1921
              Sonho. Não sei quem sou neste momento. Durmo sentindo-me. Na hora calma Meu pensamento esquece o pensamento,
              Minha alma não tem alma.Se existo é um erro eu o saber. Se acordo Parece que erro. Sinto que não sei. Nada quero nem tenho nem recordo.
              Não tenho ser nem lei.Lapso da consciência entre ilusões, Fantasmas me limitam e me contêm. Dorme insciente de alheios corações,
              Coração de ninguém.
              Fernando Pessoa, 6-1-1923
              Contemplo o lago mudo Que uma brisa estremece. Não sei se penso em tudo Ou se tudo me esquece.O lago nada me diz, Não sinto a brisa mexê-lo Não sei se sou feliz Nem se desejo sê-lo. Trêmulos vincos risonhos Na água adormecida. Por que fiz eu dos sonhos A minha única vida?
              Fernando Pessoa, 4-8-1930
              Gato que brincas na rua Como se fosse na cama, Invejo a sorte que é tua Porque nem sorte se chama.Bom servo das leis fatais Que regem pedras e gentes, Que tens instintos gerais E sentes só o que sentes. És feliz porque és assim, Todo o nada que és é teu. Eu vejo-me e estou sem mim, Conheço-me e não sou eu.
              Fernando Pessoa, 1-1931
              Não: não digas nada! Supor o que dirá A tua boca velada É ouvi-lo jáÉ ouvi-lo melhor Do que o dirias. O que és não vem à flor Das frases e dos dias. És melhor do que tu. Não digas nada: sê! Graça do corpo nu Que invisível se vê.
              Fernando Pessoa, 5/6-2-1931
              Vaga, no azul amplo solta, Vai uma nuvem errando. O meu passado não volta. Não é o que estou chorando.O que choro é diferente. Entra mais na alma da alma. Mas como, no céu sem gente, A nuvem flutua calma. E isto lembra uma tristeza E a lembrança é que entristece, Dou à saudade a riqueza De emoção que a hora tece. Mas, em verdade, o que chora Na minha amarga ansiedade Mais alto que a nuvem mora, Está para além da saudade. Não sei o que é nem consinto À alma que o saiba bem. Visto da dor com que minto Dor que a minha alma tem.
              Fernando Pessoa, 29-3-1931
              O ANDAIMEO tempo que eu hei sonhado Quantos anos foi de vida! Ah, quanto do meu passado Foi só a vida mentida De um futuro imaginado! Aqui à beira do rio Sossego sem ter razão. Este seu correr vazio Figura, anônimo e frio, A vida vivida em vão. A 'sp'rança que pouco alcança! Que desejo vale o ensejo? E uma bola de criança Sobre mais que minha 's'prança, Rola mais que o meu desejo. Ondas do rio, tão leves Que não sois ondas sequer, Horas, dias, anos, breves Passam - verduras ou neves Que o mesmo sol faz morrer. Gastei tudo que não tinha. Sou mais velho do que sou. A ilusão, que me mantinha, Só no palco era rainha: Despiu-se, e o reino acabou. Leve som das águas lentas, Gulosas da margem ida, Que lembranças sonolentas De esperanças nevoentas! Que sonhos o sonho e a vida! Que fiz de mim? Encontrei-me Quando estava já perdido. Impaciente deixei-me Como a um louco que teime No que lhe foi desmentido. Som morto das águas mansas Que correm por ter que ser, Leva não só lembranças - Mortas, porque hão de morrer. Sou já o morto futuro. Só um sonho me liga a mim - O sonho atrasado e obscuro Do que eu devera ser - muro Do meu deserto jardim. Ondas passadas, levai-me Para o alvido do mar! Ao que não serei legai-me, Que cerquei com um andaime A casa por fabricar.
              Fernando Pessoa
              Sorriso audível das folhas Não és mais que a brisa ali Se eu te olho e tu me olhas, Quem primeiro é que sorri? O primeiro a sorrir ri.Ri e olha de repente Para fins de não olhar Para onde nas folhas sente O som do vento a passar Tudo é vento e disfarçar. Mas o olhar, de estar olhando Onde não olha, voltou E estamos os dois falando O que se não conversou Isto acaba ou começou?
              Fernando Pessoa, 27-11-1930
              AUTOPSICOGRAFIAO poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente. E os que lêem o que escreve, Na dor lida sentem bem, Não as duas que ele teve, Mas só a que eles não têm. E assim nas calhas de roda Gira, a entreter a razão, Esse comboio de corda Que se chama coração.
              Fernando Pessoa
              O que me dói não é O que há no coração Mas essas coisas lindas Que nunca existirão...São as formas sem forma Que passam sem que a dor As possa conhecer Ou as sonhar o amor. São como se a tristeza Fosse árvore e, uma a uma, Caíssem suas folhas Entre o vestígio e a bruma.
              Fernando Pessoa, 5-9-1933
              Entre o sono e sonho, Entre mim e o que em mim É o quem eu me suponho Corre um rio sem fim.Passou por outras margens, Diversas mais além, Naquelas várias viagens Que todo o rio tem. Chegou onde hoje habito A casa que hoje sou. Passa, se eu me medito; Se desperto, passou. E quem me sinto e morre No que me liga a mim Dorme onde o rio corre - Esse rio sem fim.
              Fernando Pessoa, 11-9-1933
              Tudo o que faço ou medito Fica sempre na metade. Querendo, quero o infinito. Fazendo, nada é verdade.Que nojo de mim me fica Ao olhar para o que faço! Minha alma é lúdica e rica, E eu sou um mar de sargaço --- Um mar onde bóiam lentos Fragmentos de um mar de além... Vontades ou pensamentos? Não o sei e sei-o bem.
              Fernando Pessoa, 13-9-1933
              Tenho tanto sentimento Que é freqüente persuadir-me De que sou sentimental, Mas reconheço, ao medir-me, Que tudo isso é pensamento, Que não senti afinal.Temos, todos que vivemos, Uma vida que é vivida E outra vida que é pensada, E a única vida que temos É essa que é dividida Entre a verdadeira e a errada. Qual porém é a verdadeira E qual errada, ninguém Nos saberá explicar; E vivemos de maneira Que a vida que a gente tem É a que tem que pensar.
              Fernando Pessoa, 18-9-1933
              Viajar! Perder países! Ser outro constantemente, Por a alma não ter raízes De viver de ver somente!Não pertencer nem a mim! Ir em frente, ir a seguir A ausência de ter um fim, E a ânsia de o conseguir! Viajar assim é viagem. Mas faço-o sem ter de meu Mais que o sonho da passagem. O resto é só terra e céu.
              Fernando Pessoa, 20-9-1933
              Grandes mistérios habitam O limiar do meu ser, O limiar onde hesitam Grandes pássaros que fitam Meu transpor tardo de os ver.São aves cheias de abismo, Como nos sonhos as há. Hesito se sondo e cismo, E à minha alma é cataclismo O limiar onde está. Então desperto do sonho E sou alegre da luz, Inda que em dia tristonho; Porque o limiar é medonho E todo passo é uma cruz.
              Fernando Pessoa, 2-10-1933
                FRESTA
                Em meus momentos escuros Em que em mim não há ninguém, E tudo é névoas e muros Quanto a vida dá ou tem, Se, um instante, erguendo a fronte De onde em mim sou aterrado, Vejo o longínquo horizonte Cheio de sol posto ou nado Revivo, existo, conheço, E, ainda que seja ilusão O exterior em que me esqueço, Nada mais quero nem peço. Entrego-lhe o coração.
                Fernando Pessoa




              Eros e Psique

                ...E assim vêdes, meu Irmão, que as verdades que vos foram dadas no Grau de Neófito, e aquelas que vos foram dadas no Grau de Adepto Menor, são, ainda que opostas, a mesma verdade. (Do Ritual Do Grau De Mestre Do Átrio Na Ordem Templária De Portugal)



                Conta a lenda que dormia Uma Princesa encantada A quem só despertaria Um Infante, que viria De além do muro da estrada. Ele tinha que, tentado, Vencer o mal e o bem, Antes que, já libertado, Deixasse o caminho errado Por o que à Princesa vem. A Princesa Adormecida, Se espera, dormindo espera, Sonha em morte a sua vida, E orna-lhe a fronte esquecida, Verde, uma grinalda de hera. Longe o Infante, esforçado, Sem saber que intuito tem, Rompe o caminho fadado, Ele dela é ignorado, Ela para ele é ninguém. Mas cada um cumpre o Destino Ela dormindo encantada, Ele buscando-a sem tino Pelo processo divino Que faz existir a estrada. E, se bem que seja obscuro Tudo pela estrada fora, E falso, ele vem seguro, E vencendo estrada e muro, Chega onde em sono ela mora, E, inda tonto do que houvera, À cabeça, em maresia, Ergue a mão, e encontra hera, E vê que ele mesmo era A Princesa que dormia.
                Fernando Pessoa



                Teus olhos entristecem. Nem ouves o que digo. Dormem, sonham esquecem... Não me ouves, e prossigo.Digo o que já, de triste, Te disse tanta vez... Creio que nunca o ouviste De tão tua que és. Olhas-me de repente De um distante impreciso Com um olhar ausente. Começas um sorriso. Continuo a falar. Continuas ouvindo O que estás a pensar, Já quase não sorrindo. Até que neste ocioso Sumir da tarde fútil, Se esfolha silencioso O teu sorriso inútil.
                Fernando Pessoa, 19-10-1935
                 LIBERDADE
                Ai que prazer não cumprir um dever. Ter um livro para ler e não o fazer! Ler é maçada, estudar é nada. O sol doira sem literatura. O rio corre bem ou mal, sem edição original. E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal como tem tempo, não tem pressa... Livros são papéis pintados com tinta. Estudar é uma coisa em que está indistinta A distinção entre nada e coisa nenhuma. Quanto melhor é quando há bruma. Esperar por D. Sebastião, Quer venha ou não! Grande é a poesia, a bondade e as danças... Mas o melhor do mundo são as crianças, Flores, música, o luar, e o sol que peca Só quando, em vez de criar, seca. E mais do que isto É Jesus Cristo, Que não sabia nada de finanças, Nem consta que tivesse biblioteca...       Fernando Pessoa



              HORA ABSURda
              
              O TEU SILÊNCIO é uma nau com tôdas as velas pandas... 
              Brandas, as brisas brincam nas flâmulas, teu sorriso... 
              E o teu sorriso no teu silêncio é as escadas e as andas 
              Meu coração é uma ânfora que cai e que se parte... 
              
              Com que me finjo mais alto e ao pé de qualquer paraiso..
              .        O teu silêncio recolhe-o e guarda-o, partido, a um canto... 
              entanto 
              Tu és a tela irreal em que erro em côr
              Minha idéia de ti é um cadáver que o mar traz à praia..., 
              e a minha arte... 
              Abre tôdas as portas e que o vento varra a idéia 
              
              a alma é uma caverna enchida p'la maré cheia, 
              E a min
              Que temos de que um fumo perfuma de ócio os salões... 
              Min
              hha idéia de te sonhar uma caravana de histriões... 
              Chove ouro baço, mas não no lá-fora...É em mim...Sou a Hora, 
              
              ... 
              No meu céu interior nunca houve uma única estrel
              E a Hora é de assombros e tôda ela escombros dela... 
              Na minha atenção há uma viúva pobre que nunca chor
              aa... 
              Hoje o céu é pesado como a idéia de nunca chegar a um pôrto... 
              
              A chuva miúda é vazia...A Hora sabe a ter sido...
              Tôdas as minhas horas são feitas de jaspe negro, 
              Mi
              Não haver qualquer coisa como leitos para as naus!...Absorto Em se alhear de si, teu olhar é uma praga sem sentido... nhas ânsias tôdas talhadas num mármore que não há, Não é alegria nem dor esta dor com que me alegro, E a minha bondade inversa não é nem boa nem má...
              entre as pedras das barricadas... 
              E a erva cresceu nas v
              Os feixes dos lictores abriram-se à beira dos caminhos... Os pendões das vitórias medievais nem chegaram às cruzadas... Puseram in-fólios útei sias férreas com viços daninhos... Ah, como esta hora é velha!... E tôdas as naus partiram! Na praia só um cabo morto e uns restos de vela falam De longe, das horas do Sul, de onde os nossos sonhos tiram
              e aquêle lugar-outono... 
              Esta paisagem é um manuscrito 
              Aquela angústia de sonhar mais que até para si calam... O palácio está em ruínas... Dói ver no parque o abandono Da fonte sem repuxo... Ninguém ergue o olhar da estrada E sente saudade de si an tcom a frase mais bela cortada... A doida partiu todos os candelabros glabros, Sujou de humano o lago com cartas rasgadas, muitas... E a minha alma é aquela luz que não mais haverá nos candelabros...
              é a idéia de naufragar, 
              E a idéia de a tua voz soar a lira dum
              E que querem ao lago aziago minhas ânsias, brisas fortuitas?... Por que me aflijo e me enfermo?...Deitam-se nuas ao luar Tôdas as ninfas... Veio o sol e já tinham partido... O teu silêncio que me embal a Apolo fingido... Já não há caudas de pavões tôdas olhos nos jardins de outrora... As próprias sombras estão mais tristes...Ainda Há rastros de vestes de aias (parece) no chão, e ainda chora Um como que eco de passos pela alamêda que eis finda...
              os...pelo ouro das searas 
              Passou uma saudade
              Todos os ocasos fundiram-se na minha alma... As relvas de todos os prados foram frescas sob meus pés frios... Secou em teu olhar a idéia de te julgares calma, E eu ver isso em ti é um pôrto sem navios... Ergueram-se a um tempo todos os re m de não serem o mar...Em frente Ao meu trono de alheamento há gestos com pedras raras... Minha alma é uma lâmpada que se apagou e ainda está quente... Ah, e o teu silêncio é um perfil de píncaro ao sol! Tôdas as princesas sentiram o seio oprimido... Da última janela do castelo só um girassol
              . 
              E eu deliro... De repente pauso no que penso...Fito-te... 
              
              Se vê, e o sonhar que há outros põe brumas no nosso sentido... Sermos, e não sermos mais!... Ó leões nascidos na jaula!... Repique de sinos para além, no Outro Vale... Perto?... Arde o colégio e uma criança ficou fechada na aula... Por que não há de ser o Norte e Sul?... O que está descoberto?. . E o teu silêncio é uma cegueira minha...Fito-te e sonho... Há coisas rubras e cobras no modo como medito-te, E a tua idéia sabe à lembrança de um sabor de medonho... Para que não ter por ti desprêzo? Por que não perdê-lo?... Ah, deixa que eu te ignore...O teu silêncio é um leque --- Um leque fechado, um leque que aberto seria tão belo, tão belo,
              eiras viúvas gozam as mortalhas de virgens que tecem... 
              A
              Mas mais belo é não o abrir, para que a Hora não peque... Gelaram tôdas as mãos cruzadas sôbre todos os peitos.... Murcharam mais flôres do que as que havia no jardim... O meu amar-te é uma catedral de silêncio eleitos, E os meus sonhos uma escada sem princípio mas com fim... Alguém vai entrar pela porta...Sente-se o ar sorrir... Tece dh, o teu tédio é uma estátua de uma mulher que há de vir, O perfume que os crisântemos teriam, se o tivessem... É preciso destruir o propósito de tôdas as pontes, Vestir de alheamento as paisagens de tôdas as terras, Endireitar à fôrça a curva dos horizontes, E gemer por ter de viver, como um ruído brusco de serras... Há tão pouca gente que ame as paisagens que não existem!...
              E o meu saber-te a sorrir é uma flor murcha a meu peito... 
              
              Saber que continuará a haver o mesmo mundo amanhã --- como nos desalegra!... Que o meu ouvir o teu silêncio não seja nuvens que atristem O teu sorriso, anjo exilado, e o teu tédio, auréola negra... Suave, como ter mãe e irmãs, a tarde rica desce... Não chove já, e o vasto céu é um grande sorriso imperfeito... A minha consciência de ter consciência de ti é uma prece, Ah, se fôssemos duas figuras num longínquo vitral!... Ah, se fôssemos as duas côres de uma bandeira de glória!... Estátua acéfala posta a um canto, poeirenta pia batismal, Pendão de vencidos tendo escrito ao centro êste lema --- Vitória! O que é que me tortura?... Se até a tua face calma Só me enche de tédios e de ópios de ócios medonhos... Não sei...Eu sou um doido que estranha a sua própria alma...
              Eu fui amado em efígie num país para além dos sonhos...
              4-7-1913

              TUDO ISTO É VERDADE, INVESTIGUEM.

              CADA DIA QUE PASSA, É MAIS UM DIA QUE SE FOI.

              CADA AMANHÃ É MAIS UM DIA QUE SE VEM,

              E COM ISTO O TEMPO ESTA PASSANDO E POR MAIS QUE TENTAMOS, NÃO CONSEGUIMOS PENETRAR NA CABEÇA DE ALGUNS SERES HUMANOS AS VERDADES QUE ELES NÃO QUEREM ACEITAR, AS VEZES ZOMBAM, CRITICAM, MAS NÃO TEM ARGUMENTOS PARA PROVAR QUE ESTÃO CERTOS OU ERRADOS, NÃO TEM PROVAS PARA DECLARAR QUE ESTAMOS LOUCOS OU SÁBIOS, NÃO TENTAM PROCURAR ENTENDER QUE NÃO ESTAMOS MANIPULANDO NINGUÉM;

              NÃO TENTAM SE APROFUNDAR NAS PROVAS QUE TEMOS QUE ESTAMOS QUERENDO MOSTRAR O QUE ELES NÃO ESTÃO CONSEGUNDO ENXERGAR.

              E CADA DIA TEMOS MAIS E MAIS RELATOS DE CASOS VERIDICOS QUE PROVAM A VERACIDADE DA UFOLOGIA.

              COMO SERIA BOM SE TODOS QUE OUVISSEM FALAR DOS EXTRATERRESTRES, DOS OVNIS, PROCURASSEM LER OS RELATOS, VER OS DOCUMENTOS QUE SÃO PUBLICADOS POR PESSOAS E DEPARTAMENTOS SÉRIOS E QUE MERECEM O RESPEITO DE TODOS.

              COMO EXEMPLO TEMOS; A AERONALTICA, AS FORÇAS AERIAS DO MUNDO INTEIRO, OS CIENTISTAS, OS GRANDES UFOLOGOS QUE PASSAM A MAIORIA DO SEU TEMPO INVESTIGANDO VIDEOS, FATOS E FOTOS PARA EVITAR MONTAGENS, MENTIRAS E INVENÇÕES HUMANAS DE AVISTAMENTOS OU ABDUÇÕES,

              NA VERDADE, É LAMENTAVEL VER E OUVIR PESSOAS DESCRENTES OU FANATICAS NOS CRITICAREM.

              POR ESTE MOTIVO.

              " LEIAM MAIS SOBRE A UFOLOGIA, PROCUREM LER OS RELATOS VERIDICO E SÉRIOS, INVESTIGAM TODOS OS DOCUMENTOS, ELES ESTÃO AO ALCANÇE DE TODOS, É SÓ PROCURAR REPORTAGENS DE HOJE E DO PASSADO NA INTERNET, NO YOU TUBE, EM REVISTAS, JORNAIS E LIVROS.


              AS VEZES ENCONTRAMOS ALGUMAS MONTAGENS, ALGUNS RELATOS FALSOS, MAS TENHAM CERTEZA QUE DE 100, NO MAXIMO 10 SÃO BRINCADEIRAS DE PESSOAS DESOCULPADAS.



              VALE A PENA CONFERIR.



              AGRADEÇEMOS A PACIÊNCIA SE VOCE PROCURAR SE INFORMAR E TORNAR MAIS UM COM VISÃO CLARA PARA ESTA REALIDADE.



              UFOLOGIA PARA TODOS E SUA EQUIPE.

              A UFOLOGIA SEM LIMITE.

              NOS SURPREENDEMOS CADA DIA MAIS COM O EVOLUIR DAS NOTICIAS SOBRE OS EXTRATERRESTRE. DAS POSTAGENS DE VIDEOS. DOS RELATOS QUE SEM SENSURA LEMOS NAS REVISTAS, JORNAIS E ESCUTAMOS DA BOCA DE MUITOS. DAS VERDADES ENCUBERTAS QUE ESTÃO SENDO REVELADAS POR GRANDES LIDERES MUNDIAIS. NOS SURPREENDEMOS CADA DIA MAIS COM A POPULAÇÃO QUE CADA DIA QUE PASSA PERDE MAIS E MAIS O MEDO DE DIZER O QUE VIU E O QUE PENSA. A EVOLUÇÃO SOBRE A MATERIA ESTÁ SENDO TÃO RÁPIDA, QUE NOS ALEGRAMOS E SABEMOS QUE DENTRO DE POUCO TEMPO ELES PODERÃO DESCER SEM SER PERSEGUIDOS. SAIBAM QUE FOI COM MUITA LUTA DOS UFOLOGOS GUERREIROS QUE CONSEGUIMOS CHEGAR ONDE ESTAMOS. AGRADECEMOS A TODOS QUE ESTÃO COLABORANDO COM ESTA CONQUISTA. UFOLOGIA PARA TODOS

              JESUS CRISTO.

              JESUS CRISTO.
              APESAR QUE MUITOS NÃO ACEITAM, MAS JESUS CRISTO É UM EXTRATERRESTRE. POIS ELE DISSE: VOS SOIS CÁ DE BAIXO, EU SOU LÁ DE CIMA; VOS SOIS DESTE MUNDO, EU DESTE MUNDO NÃO SOU. JOÃO8:23
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              Número de animais mortos para carne, leite e ovos, desde que você abriu esta página. Isto não inclui os bilhões de peixes e outros animais aquáticos mortos anualmente, pois o número é imensurável.

              Baseado nas estatísticas de 2007 da FAO (Food and Agriculture Organization) Global Livestock Production and Health Atlas.

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